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terça-feira, 12 de setembro de 2017

A grande capa

Não foi intencional, mas certo dia a mulher do espelho enxergou-se vestida com uma grande capa que de certa forma a isolou de conviver com outras pessoas e suas ameaças. Vestida assim, deixava de se expor, deixava de ser julgada, deixava inclusive de ser mulher, tornava-se praticamente invisível no meio das multidões.

Tantos anos se passaram e finalmente ela despertou para uma realidade. Quem de fato se esconde lá dentro daquele grande volume? No âmago dessa criatura, o que de fato é uma grande crosta de coisas adquiridas e o que faz parte do ser. Dizia ela: "Quem sou eu e quem é o "si mesmo" de quem preciso me livrar?"

Desde a tenra idade não se encaixou. Sempre foi a estranha, a ruim, a feia, a agressiva, a grossa, a apagada, a tímida, a chata, a infantilizada demais. Sequer sabia que qualidades tinha, porque não lembrava de ter sido elogiada alguma vez. Era sempre a causa das brigas e a culpada dos desentendimentos. Foi treinada pra ter a autoestima adoecida, criada pra não ver valor em si mesma. Funcionou... cresceu sem entender o mundo e sem ser entendida por ele.




Nada naquela criatura estranha acontecia no tempo certo, dentro dos padrões ou aprovado pelas convenções sociais. Dava vasão à todos os seus impulsos e não tinha muito senso de responsabilidade. Parecia nunca se culpar de nada e se permitir de tudo, mas no fundo tinha o sonho de ser aceita em algum momento.

Não que ela não tentasse dar certo, sim tentava. Mas sabe-se lá porquê, ficaram pelo caminho uma infinidade de sonhos e carregados pela enxurrada das circunstâncias, lá se foram as suas esperanças de ter uma vida próxima do comum.

E hoje, diante do espelho, finalmente percebeu que essa grande capa, é um peso desnecessário para levar nos lombos. Chama a atenção mas não por aprovação, mas por estar completamente fora do que é aceitável. O peso do olhar de pena de alguns e o desprezo de outros... ela já não se lembra por que deixou-se vestir assim.

O si mesmo, é tudo aquilo o que fomos adquirindo durante a trajetória, mas que não faz parte do conjunto que forma o verdadeiro eu. É formado de amarguras, traumas, respostas de carência, marcas de violência, conceitos adquiridos, manipulação, herança dos outros. É preciso identificar o verdadeiro eu, debaixo dessa grande crosta, essa imensa capa que é o si mesmo. Arrancar tudo isso dói, mas é preciso para liberar o âmago, o ser, o verdadeiro valor de ser quem é.

Todo o mal que nos fazem, só pode atingir essa crosta, o si mesmo, jamais o eu que está protegido no âmago. E hoje diante do espelho, a mulher decide se despir de uma vez por todas. Esta criatura cheia de marcas vai finalmente se permitir ser quem é. Recomeçar não é nada fácil, mas tudo depende de uma decisão. 

Livrar-se-á da velha crosta repugnante e será uma alma coberta apenas de verdades.
Despir-se-á da capa adiposa e finalmente se permitirá novos olhares.
Chega de carregar tanto peso desnecessário!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Jugo desigual

2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Na mentalidade evangélica, estar em jugo desigual é aceitar um casamento misto de religiões ou falta de conversão à fé evangélica por um dos cônjuges. Isto, porque para alguns, "cristão" não é questão de ser, mas de estar arrolado no rol de membros de uma instituição, participando da comunidade local. Por este prisma, todos que estão do lado de dentro, estão aptos a se tornarem candidatos ao matrimônio e os que estão desconectados com a religião, são classificados como incrédulos.

Graças a Deus que enxerga o coração e não pede à ninguém informações a respeito de ninguém. À todos conhece intimamente, dentro ou fora de qualquer endereço.

O jugo é uma peça feita de madeira que é utilizada para unir dois bois, para que andem no mesmo compasso enquanto puxam um arado ou uma carroça. O que Paulo está dizendo, é que no casamento, ambos devem estar sintonizados com os mesmos princípios, valores e disposição para se dedicarem a tarefa de viver bem juntos, cada um cumprindo sua parte, para que estejam alinhados na função de administrar o lar e educar os filhos.

Segundo ele, o marido deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja e a esposa deve ser submissa ao marido, ou seja, estar sob a mesma missão do marido. No frigir dos ovos, tudo significa domar o ego para conseguir se doar. Tanto o marido que se doa para a esposa no exercício do amor, quanto a esposa que abre mão de atender à si mesmo, para estar sob a mesma missão do marido, estão se negando para amar.

Jugo desigual neste contexto, é o casal que não prioriza um ao outro, assim, consequentemente, uma das partes acaba não sendo leal, ou fiel, ou companheira, ou doadora, ou responsável, ou equilibrada. E o casamento desanda, porque não conseguem caminhar juntos, um auxiliando e guiando o outro, mas seguem num jugo desigual.

Dificilmente um casal ficará junto, se um se doa e o outro só recebe. Se um dá o sangue e o outro é o sangue-suga. Se um investe tudo e o outro só pensa em se beneficiar. Dificilmente experimentarão a sensação de bem estar juntos, se entraram nesta jornada pensando em conquistar a própria felicidade. O marido deve amar a esposa (priorizá-la, servi-la, doar-se à ela) e a esposa deve ser submissa ao marido (priorizá-lo, servi-lo, doar-se à ele) completando-se mutuamente, cada um cumprindo suas tarefas dentro do lar. Um buscando fazer O OUTRO feliz.

Nada disso tem a ver com religião, mas com uma postura na vida, uma decisão consciente e escolhas pautadas no amor. Nada disso tem a ver com uma das partes ser evangélica e a outra não, pois o que somos intimamente não está diretamente associado com o frequentar uma denominação religiosa. 

Existem casais dentro de instituições que não se respeitam, não se ajudam, não se amam. Existem maridos dentro de igrejas, que entendem que submissão é ser capacho e que amar é bater ponto na cama. Existem esposas que se tornam verdadeiras songamongas em troca de provisão. Casamentos de fachada que duram uma vida, mas são jugos desiguais.

E existem casais mistos na fé, mas que marido e esposa conseguem estar sintonizados, se amando e vivendo em perfeita união. Questão de ir se adaptando, corrigindo e revendo os passos, enquanto seguem juntos, na tarefa árdua que é viver sob o mesmo teto.

Incrédulo é todo aquele que não creu nas palavras de Jesus, que são espírito e vida e portanto não aprenderam a amar. Estes, ainda que estejam praticando os ritos com suas máscaras e carrancas farisaicas, ainda não se livraram das trevas e não refletem a luz de Cristo. Portanto, fazem de seus casamentos, extensão de sua hipocrisia religiosa, entendendo que nada tem a ver com os conselhos de Paulo.

Jugo desigual é quando o amor não se nivela e portanto não há cooperação. Fatalmente o ambiente se tornará um campo de guerra ou de frustração.

2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Ambos cumprem seus deveres, obrigações e gozam de seus direitos? O Jugo está bem ajustado, porque o amor é prática. Caso contrário, jugo desigual, fracasso e infelicidade, porque o ego tem o poder de destruir tudo.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Batizado do Maurício




Meu neto batizou ontem e postei as fotos do evento religioso no Facebook, já esperando que meus amigos evangélicos rejeitariam a publicação. Dito e feito. Compartilhei na minha página e quem curtiu e comentou, foram os conhecidos da família materna do Maurício e alguns parentes meus. Mas os religiosos evangélicos da minha rede social, não se manifestaram e com isto fica muito claro que associam o "curtir" à uma aprovação ao rito em si.

Sou cristã com toda a convicção e religião por religião, não gosto de nenhuma. 
Jesus no oitavo dia de vida, foi levado ao Templo para circuncidar, como era o costume judaico. Nunca vi nenhum católico ou evangélico fazer isto, por motivos óbvios: o costume religioso era para o povo Hebreu, de acordo com a Lei de Moisés. Então, tanto faz se alguém joga água na cabeça ou levanta a criança para orar. O símbolo do rito, seja no batizado ou apresentação da criança, é introduzir a criança na fé cristã. É o compromisso da família em ensinar as primeiras lições da vida, com princípios e valores cristãos. 

O que chama minha atenção, é que na tentativa de "agradar" a Deus participando ou não de algo, as pessoas acham normal essa segregação onde o que fica evidente para mim, é a falta de amor e tolerância. Enxergam tudo como pecado e não conseguem ver Deus uns nos outros.

Se um grupo ou outro se enxerga como "o correto", não aprenderam isto de Cristo, que veio ensinar um modo de vida e não criar uma nova religião. Combateu a tradição com todas as forças e jamais ordenou que se criassem outras. Sua única ordenança, foi que nos amássemos uns aos outros, como Ele mesmo amou. Se entendemos tudo errado, foi por nossa conta mesmo, repassando ensinamentos tortos de geração em geração. Se há erros de interpretação aqui, também há alí, portanto, todos carecemos da mesma Graça e Mediação de Cristo.

Da minha parte, desde que me vi livre de religiosidades e tradições, comprometo-me a estar onde haja amor. Estou nas causas onde o bem se manifesta, estou nos convites da alegria, das celebrações, dos sorrisos, da gratidão, seja num lar, num ambiente religioso ou onde mais o amor se manifestar, na comunhão da mesa e do abraço.

Prestei atenção em cada simbologia e explicação do padre que realizou o batizado e me emocionei. Fiz intimamente meu compromisso de ensinar ao meu neto sobre Cristo e sobre o amor.

O preconceito rouba momentos de nossas vidas que podem ser muito bonitos. E exclui pessoas que poderiam ser tão irmãos quanto os que congregam conosco. Graças a Deus podemos elevar à Ele esta oração: "Que a vida do Maurício seja pautada no teu Evangelho, para que ele cresça te amando, servindo e glorificando Teu Nome com a vida, Amém!"

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Para eles





Se o coração fosse terra e as lembranças sementes,
semearia cada uma, para que pudessem renascer
recriar, reviver, tempos que não voltam mais...

Seria menina de novo, teria os dois novamente
alegremente relembraria a sensação de crescer,
cuidada e protegida, pelo amor dos meus pais...

Mas como não é possível reviver isso aqui,
meus dias seguirão incrustados de saudade
Por enquanto o amor que dei e recebi,
fará o elo entre o tempo e a eternidade.

Um dia, pai e mãe, hei de estar com vocês
essa dor que agora sinto, há de ter fim.
E sem a pressa entre o tempo e espaço, outra vez
terei a alegria de tê-los pertinho de mim.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Videira Verdadeira




A religião ensina uma cartilha a ser cumprida, ordem nos ritos, lista de afazeres, hierarquia a ser obedecida, um estatuto a ser observado, uma carga pesada e cruel nos lombos de quem deseja "fazer a vontade de Deus" e acaba novamente escravizado aos caprichos e vaidades humanas. Uma sucessão de erros, culpas e castrações, para no final gerar frustrações nos deslizes inevitáveis.

Jesus não usa a metáfora de uma fábrica ou da marcenaria de José, onde se segue uma cartilha, desde cortar e lixar a madeira, até ter nas mãos um móvel. Quando fala de obra do oleiro, do ourives, do agricultor, etc. Está sempre referindo-se ao próprio Deus, quem trabalha ainda hoje por cada um de nós.

Ele se põe como a própria Videira verdadeira, onde a responsabilidade de levar a seiva aos ramos, fazendo-os frutificar, é Dele mesmo. É Ele a Raiz santíssima, responsável por nutrir os ramos, para que não sejam apenas caules pendurados, porem inúteis, mas que venham a ter plena conexão com sua essência amorosa, porque só assim serão capazes de dar frutos.

No texto de João 15, de 1 a 8 Ele ensina a permanecer na Videira e de 9 à 17, Ele explica que isto é permanecer na Sua Palavra, no Seu Amor. Estar conectado em Cristo, é ter a mesma essência que Ele. É praticar sua Palavra, que é espírito e vida. É amar como consequência natural por estar enxertado Nele.

Não há metodologia para dar crescimento à Igreja. Não há estratégia, não há trabalho exaustivo, não há busca sem fim, nem sacrifícios a fazer. O que faz uma Igreja frutífera, é a verdadeira conexão com Cristo. É estar na Videira, é receber Dele a pura seiva, a essência amorosa. Isto é permanecer no Evangelho. Jardim e não máquina. Videira e não indústria.

Ramos adoecidos, secos, desconectados, infrutíferos são cortados, não servem para nada. Ainda que dêem o sangue à religião, permanecem completamente inúteis ao Reino de Deus.

O Agricultor continua trabalhando nestes ramos adoecidos, para que restabeleçam a conexão com Cristo. O Senhor disciplina ao que ama. Existirão situações que Deus permitirá na existência, para que haja cura de alguns, mas que no final, cortará outros que permanecem obstinados. A disciplina produz frutos de Justiça nos filhos e morte nos ramos que estão, mas não são.

A Glória de Deus é manifesta ao mundo, através dos frutos dos filhos, que estão em Cristo. Glorificamos a Deus com a vida, quando produzimos obras de Justiça, como aprendemos Dele.

É Dele todo o trabalho, só precisamos aprender a não querer mais a nossa vontade, que procede de um coração enganoso, pois enxertados em Cristo, passamos a querer o que Ele quer. Assim, seremos testemunhas públicas, cartas vivas e Evangelho nos encontros uns com os outros.


sábado, 29 de abril de 2017

O mundo odeia o Evangelho

A mensagem do Evangelho é algo que o mundo odeia. Cristo na Cruz, é a Boa Nova de que o preço foi pago, mas antes disto, é a constatação de nossa impotência, de nossa miséria, de nossa culpa, de nossos pecados, de nossa incapacidade de salvar-nos à nós mesmos.
Ao olhar para Cristo crucificado, o orgulho precisa ser dissipado e isto é algo que a maioria dos homens não desejam fazer. É comum nos vangloriarmos em nós mesmos, é corriqueiro nos supervalorizarmos, exaltar o que julgamos nos sobressair com relação aos outros, queremos ser reconhecidos por nossos méritos, queremos que todos saibam de nosso valor.
O Evangelho não diminui o homem, mas o coloca em seu devido lugar. Quando compreendemos que estávamos em situação de morte e que ao crer recebemos vida, fazemos contato com a miséria que éramos. Sem Jesus, estaríamos pra sempre separados do nosso Pai Eterno, pois não havia um justo sequer.
Mas Graças à Deus, que nos dá a vitória em CRISTO JESUS!

Vida de evangélico é uma beleza, a de discípulos, nem tanto.

O Evangelho é a mensagem de Deus encarnado, Jesus é o Verbo que se manifestou em carne ao mundo, para que por sua Luz, enxergássemos nossa verdadeira condição e entendêssemos que por meio Dele, fomos resgatados para uma nova vida e uma nova esperança.
Se o Senhor foi rejeitado e perseguido, porque seus servos não seriam? Se o mundo nos odeia, primeiro odiou ao nosso Senhor.
Paulo nos ensina como suportar tais percalços:
“Agora eu vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que vai me acontecer lá. Sei somente que em todas as cidades o Espírito Santo tem me avisado que prisões e sofrimentos estão me esperando. Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer. E a missão é esta: anunciar a boa notícia da graça de Deus.” (Atos 20. 22-24)

Então, este evangelho simpático, que promete o céu na Terra, isenta o homem de problemas e os coloca num patamar de superioridade com relação à todo o resto, é uma mentira e um caminho muito perigoso.
Quem de fato prega o Evangelho, é convidado a se negar diariamente, à sofrer perseguições e à passar por muito sofrimento e muitas aflições, porque fomos contemplados não apenas com a salvação, mas com a honra de padecer por Cristo.
Cristãos verdadeiros, são perseguidos e ridicularizados até por cristãos iludidos por falsas doutrinas. Falar de amor, de perdão, de reconciliação, de liberdade com responsabilidade, dos frutos do Espírito, provoca comichões nos ouvidos. O que as pessoas querem ouvir, são palavras que alimentem o ego e satisfaçam o ventre.
Paulo diz à Timóteo: "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos." 2 Tim 3:12

Conceitos: Fé, Igreja, Santidade, Oração

Fé cristã: A fé não te foi dada como instrumento para você conseguir coisas, foi dada para que você não duvide do que já recebeu de Deus. Fé não é auto ajuda, é lente.

Oração: Oração não é instrumento para mover a mão de Deus, nem para convencê-lo a fazer algo que você deseja. É a confissão de que dependemos de Deus e esperamos Nele. É o reconhecimento de que somos impotentes e Ele pode todas as coisas. Oro, mas não para pedir o que quero, porque maior do que o que eu quero, é o que eu preciso. E Deus já me deu o que preciso... Jesus.
E quando entendi isso, ganhei uma vida abundante!

Igreja: Ninguém sai da Igreja, a não ser que saia de si, porque Igreja não é lugar, mas consciência pautada no ensinamento de Cristo. Tem gente que não perde um evento religioso e está fora do Corpo, tem gente que está em Cristo, seja em que endereço for. Você pode apelidar o prédio como quiser, mistificá-lo, mas só deixará de ser hipócrita quando entender isso. Porque adotar um estereótipo da porta pra dentro é pra qualquer um, mas a diferença se faz é na vida do teu próximo.

Santidade: O Senhor, viveu no ambiente secular, intervindo na angústia, dor, doença, e nas causas humanas. Isto é ser santo, praticar a misericórdia em meio à miséria, ser disponível e atento ás necessidades do outro, ser separado para o uso de Deus. Devemos ser assim, santos como ele. Aos que vivem aprisionados na religiosidade, cegos às necessidades do próximo, negligentes no amor, na justiça e na misericórdia, ele chamou de hipócritas.

Calvinismo e Arminianismo

Houve um período na minha vida em que gostava muito de discutir assuntos apologéticos em fóruns. Vi inúmeras discussões intermináveis sobre estas duas vertentes, onde todos tinham base bíblica e ninguém concluía nada, afinal esta discussão tem mais de 400 anos e não seremos eu e você que vamos colocar um ponto final nela. Exponho aqui o que entendo à respeito, para que você medite...

A diferença entre as duas vertentes, é que os arminianos olham a vida a partir do tempo e espaço humanos, assim todas as escolhas nos cabem. E os calvinistas, defendem uma linha a partir da eternidade, onde tudo subsiste em Deus, que sabe tudo que houve, há e haverá desde sempre e portanto, tem o domínio dos que são e dos que não são por presciência. 

Uma coisa entendi: não preciso escolher nenhuma linha de pensamento, até porque entendo que tanto uma quanto a outra tem coerência bíblica, mas também tem falhas. Assim, entendo que sou Dele desde antes da fundação do mundo e concretizo meus atos de fé dentro do tempo em que estou inserida, conforme a Graça vai me conduzindo. Por este prisma, embora eu tenha escolhido me render dentro da história, fui escolhida desde a eternidade.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Testemunhando sobre o que recebi

Há vinte e quatro anos tomei a decisão de não ser a dona da minha vida. Na verdade eu nunca fui, mas não sabia disso e enquanto tomava as decisões erradas e colhia consequências dolorosas, admiti minha incapacidade e num certo dia me rendi à Cristo, no chão da cozinha da minha casa, sem apelo, sem música de fundo, sem líder persuadindo, sem bagagem religiosa. Apenas o reconhecimento da minha miséria e Deus me resgatando para uma consciência pautada no Evangelho.

Depois disso, achei que deveria conhecer a Palavra e a amei. Achei que deveria conhecer as denominações evangélicas e aprendi alguns parâmetros, conheci algumas mentalidades, conceitos, fiz parte de liturgias, rituais,  assumi responsabilidades com a religião, contribuí com o que tenho e sou durante pelo menos vinte anos. Sempre fui muito interessada em estudar a fé cristã e cumpri todos os anos de uma caminhada em busca da sã doutrina.

Deus me deu oportunidade de caminhar junto com pentecostais, neopentecostais, tradicionais, reformados... enfim, entendo hoje que eu precisava fazer parte desses grupos, para falar deles com propriedade. Foram muitas situações que contribuíram para que eu fosse moldada e me tornasse quem sou hoje. Até que um dia entendi que fui chamada para assumir uma postura na vida, independente desses conceitos aprendidos em instituições, empresas religiosas, pois o que se tornou fonte para mim, foi a própria Palavra de Deus.

Para as pessoas que ainda estão limitadas ao que aprenderam de outros homens, sou um tipo de crente desviado, pra outros sou rebelde ou guardo rancores que me deixam estagnada. Mas aos meus olhos sou alguém resgatado do império das trevas, para me submeter apenas à Cristo, meu único Pastor e Senhor da minha vida.

Nasci para desconstruir os enxertos da religiosidade que leveda toda a massa e resgatar a pureza do Evangelho de Cristo, que nos deixa livres para ir por onde o Vento do Espírito nos conduz, levando espírito e vida que são os ensinamentos de Cristo às pessoas, conscientizando-as de que são elas a Igreja onde Deus habita e não aqueles endereços mistificados.

Templo para mim é Cristo, porque foi Nele que Deus reconciliou o mundo no único culto aceitável à Ele. Neste templo eu vivo todos os dias da minha vida, da hora que acordo até a hora que durmo, sem interrupção e integralmente. Sou serva que trabalha por esta causa, Evangelho é a razão da minha existência. Não como um discurso aprendido e repetido, mas como carta viva, que caminha e frutifica, como organismo vivo que é. Por isso fomos chamados Corpo de Cristo. Nos movimentamos pela vida, sendo luzeiros que o refletem na vida uns dos outros.

Não é possível desconstruir conceitos religiosos, fazendo parte da religiosidade, por isso saí. Os traumas, dores e decepções que assolaram minha alma, não foram mais que instrumentos necessários para me aperfeiçoar nesta convicção.

Amigos que fiz e faço pelo caminho, são meu suporte, comunhão é o que tenho no abraço e na mesa, quando abro minha casa e meu coração ou quando alguém faz o mesmo por mim. Não tenho o nome arrolado em rol nenhum pois me basta tê-lo no Livro da Vida.

Estou vazia de ilusões a meu respeito e descanso nos méritos de Cristo. Sei que Ele é meu sustento, minha companhia e meu alvo até o fim. E depois do fim, meu descanso eterno.

Sou feliz assim. Minha vida, casa e coração sempre estarão abertos para quem tiver interesse em caminhar comigo. Mas não me sinto obrigada a fazer esforço algum para ser aceita, ou para concordarem comigo. Apenas falo e até hoje não encontrei quem me refute com coerência. Não há nada mais prazeroso do que sentir a aprovação de Deus. Nada na minha vida ficou sem resposta ou sem que no final eu tenha compreendido sua necessidade, mesmo os percalços, contingências e adversidades.

Que ninguém espere de mim, nada que o próprio Deus não trate comigo, pois com esta serva, Ele não manda recado. Tudo o que fiz, faço e farei, é com muita convicção e com paz na alma. Não sou persuasível e nem respondo bem à pressão. 

Quem me tornei dependeu unicamente da Graça de Deus, pois não precisei da estrutura religiosa nem para a conversão e nem para aprender o que aprendi. Comigo foi assim, sou fruto que nasceu da vontade de Deus e é sobre a minha consciência que responderei diante Dele.

Lembram de Marta e Maria? Sim, Deus me deu uma vida propícia à sentar-me diante de Cristo para ouvir Dele e é com esta sede e fome do Evangelho que consumarei os meus dias.

Jesus é meu tudo e minha suficiência.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

A morte





A morte não me causa medo. A vejo como a transição necessária para que se consumem as promessas de Deus, de que ainda que morramos, viveremos novamente, sem dor, sem sofrimento, sem a angústia de vencer o mal de cada dia. Quem se firma nesta fé, não se desespera com a finitude do corpo, pois a essência do ente amado que se separa de nós, está preservada com o Autor da vida.


Ver um ente amado respirando com a ajuda de aparelhos, ligado em sondas, tubos, elétrons, monitores, com sembrante de dor e lágrima nos olhos, pois é a única reação que consegue ter, aprisionado num corpo que já não funciona plenamente, inchado, machucado, cheio de hematomas... apesar da esperança que não nos deixa, chega o momento em que enxergamos na morte um alívio. É um misto de apego e consciência de que é preciso deixar ir... e nos vemos obrigados a deixar o egoísmo se dissolver, pois se cumpriu o propósito daquela existência. 

Mas a saudade... essa fica como um rastro cortante. Como é barulhento o silêncio de uma ausência. Como ocupa os pensamentos a voz que já não se ouve. E como se torna preciosa cada lembrança...

Dia 8 ela entrou para a cirurgia e não voltou pra mim. Não sei por quanto tempo peregrinarei ainda nesta terra, mas um dia reencontrarei minha amada com o sorriso restaurado, no dia eterno, onde dor nenhuma vai interromper nossa comunhão. 

Muitas saudades <3 class="separator" p="" style="clear: both; text-align: center;">

sábado, 1 de abril de 2017

Pra sempre




Uma pessoa que num leito de CTI tem consolo, resignação e fé para nos manter de pé, não morre.
Uma pessoa que se preocupa em guardar dinheiro para o próprio funeral, pra não sobrecarregar ninguém, não morre.
Uma pessoa que deixa uma carta de despedida, dando um "até breve" e declara seu profundo amor pelos seus filhos e netos, não morre.
Portanto, não espere de mim pranto, desmaios, descontrole ou sentimento de vazio. Minha mãe vive em mim, porque está em Deus, que está em mim.
E como ela mesmo disse no final da carta: "Isto aqui não é um adeus, porque tanto amor, não pode terminar aqui."
Seguirei com seus exemplos, tentando ter a força e coragem que aprendi com ela. Porque tenho filho, neto e uma família inteira pra cuidar.
As lágrimas que vez ou outra brotam, não são diferentes das que eu choraria se fosse apenas uma longa viagem. Porque o amor não morre.
Quem espera em Deus, não morre.

Gratidão


Sou muito grata a Deus por ter sido gerada, educada e cuidada por uma mulher tão especial. Minha mãe era sábia, sensível, amorosa e disponível para nós, que a tínhamos como nosso porto seguro. Sempre com uma visão coerente das coisas, mas também sempre disposta a nos ouvir e aprender com nosso ponto de vista. Foi um privilegiado, quem conviveu, amou e foi amado por ela.

Nossos últimos encontros foram muito dolorosos, mas também de muita sensibilidade. Só uma pessoa temente à Deus, vive dias de tanta dor, com esta resignação e confiança de que Ele sempre faz o melhor. Ela me disse: "Filha, nós que cremos em Deus, não precisamos ter medo. Se eu for, estarei com Ele e se porventura Ele ainda tiver algum plano pra mim, sairei daqui e tudo será diferente, porque amar não é apenas doar o que temos, mas doar de nós."

Minha mãe estava pronta e Deus em sua infinita bondade e cuidado, a lapidou. Foi limpa, sem resquícios do passado e entrou para a cirurgia submissa à sua vontade. Aprouve ao Senhor dar-lhe mais uma semana para a nossa preparação, mas ela já estava com Ele.

Jamais deixarei de amar minha mãe e sei que ainda teremos um longo período de dor pela sua falta, logo ela que era o elo principal da nossa família. Mas seguiremos com o legado que recebemos. Honraremos nossos pais, praticando seus ensinamentos. E seguiremos gratos à Deus por ter-nos concedido tanta alegria ao seu lado, mãezinha.

Dos sonhos que ela teve...

Ela me acordou no meio da noite, sussurrando meu nome pra não acordar as outras pacientes. Virou para a poltrona onde eu estava, parecia ter pressa de contar o que havia acabado de sonhar. Ela dizia: preciso contar agora, porque não quero esquecer nenhum detalhe. O que acabei de sonhar, só pode ter algum significado, mas eu não consigo interpretar, só sei que preciso te contar...
E eu mal acomodada, porém muito sonolenta, ia despertando aos poucos, conforme ela contava o sonho com uma riqueza impressionante de detalhes.
"Você estava nesta mesma poltrona lendo uma Bíblia de capa preta. Entrou uma mulher aqui no quarto e te agrediu, jogou sua Bíblia no chão, espalhou seus papéis junto com um pó amarelado pelo chão. Haviam outras pessoas com ela, que a apoiavam e não deixavam você fotografar aquela cena para não a denunciar. Você estava humilhada e chorando, pegou a Bíblia no chão, limpou e a abraçou. Quando viu que você não reagia, a mulher começou a arder em chamas de baixo para cima e de você começou a sair refrigério. Conforme você tocava nela, o fogo ia apagando. Era como se o que saía de você, fosse muito maior do que o que estava nela."
E eu achando graça da importância que ela estava dando ao sonho, só disse a ela o quanto sou grata por padecer tantas situações por levar tão à sério a pregação da sã doutrina. Sem saber ela estava confirmando o que já sei há muito tempo. Esta é a razão da minha vida e se não fosse pra sangrar neste mundo por causa de Cristo, melhor nem tivesse nascido.
Minha mãe estava muito sensível nos últimos dias. Coisas que agora lembro com muita saudade.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Geração pervertida

Nunca foi tão transparente e evidente à olhos nús, o que tem acontecido com a sexualidade das pessoas neste mundo. Já não é mais um assunto de foro íntimo, ao contrário, basta caminhar nos ambientes públicos e parece que os casais tentam a todo custo se impor, como se a sociedade devesse à eles aceitação cega, independente de moral, princípios e valores, com a justificativa apenas de que os tempos são outros e hoje todos são mais livres para praticar o impulso que tiverem. Basta uma pessoa mais conservadora analisar a situação com seus próprios parâmetros e já ganha um carimbão de antiquado, hipócrita, opressor e até homofóbico no caso da homossexualidade.

Mas alguns comportamentos são apenas consequência de muitas permissividades ao longo dos anos e refletem culturalmente este caos na moral, inclusive transformando a liberdade em libertinagem.

Veja se não é evidente: O formato da família há décadas atrás, era aquela do pai provedor do sustento do lar e portador da última palavra que regia a família, a mãe que além de administrar a casa, educava e ensinava princípios e valores à penca de filhos, que por sua vez eram reverentes e cumpriam suas obrigações em confiança aos pais. Os jovens se cortejavam, namoravam, noivavam e casavam. As crianças brincavam juntas e respeitavam os mais velhos.

Claro que era necessário a evolução concernente aos direitos iguais entre os gêneros nas situações políticas e econômicas. Mas com estas mudanças, vieram outras culturais como consequência e por fim, hoje está tudo tão afetado que parece que se perdeu o fio da meada e virou tudo um grande rolo, onde ninguém mais se respeita, se entende ou se completa.

Os casais passaram a se encontrar apenas para o coito, as mulheres geram filhos de pais diferentes e os criam sozinhas, os pais servem como reprodutores e não querem saber de suas crias, as mulheres precisam trabalhar para criar os filhos e estes crescem protegidos por leis que hoje impedem que sejam corrigidos, não brincam mais nas ruas e se isolam cada vez mais em seus brinquedos eletrônicos. Claro que isto tudo, generalizando. Em todas as áreas haverão exceções.

Estava pensando em Romanos um, onde Deus diz que por não reconhecer o Deus criador como o centro, o homem seria entregue à si mesmo, às suas próprias paixões e se perderia nas suas depravações. E o que sempre foi egocentrismo, acabaria se tornando uma egolatria, que resultaria em morte. Pois mesmo quem não pratica essas torpezas, as consentem.

Veja se não é um processo de ação e reação, de escolhas e consequências... perceba o que a geração atual está colhendo e tente imaginar as gerações futuras, se continuarmos nestes mesmos passos.

Homens que se inflamam entre si, porque as mulheres já não se dão o valor. São tão fáceis e descartáveis, que pra se encherem de filhos não precisam sequer de um lar. Depois trabalham pra alimentar filhos que as avós já sem energia criam, ou deixam por conta das creches que não tem estrutura pra criar ninguém em sua individuação.

Às vezes assisto à um programa popular que gosta muito de tratar assuntos sobre a sexualidade, cultura e perfil da classe D e E. Os homens, ou são agressivos ou adúlteros e ciumentos demais e hostilizam suas parceiras por não serem bonitas o suficiente pra segurar seus maridos. As mulheres, ou pagam os adultérios na mesma moeda, ou se submetem à uma vida desgraçada e permissiva. Nas duas situações, o mesmo desvalor. (maridos e esposas por questão de hábito, porque raramente se casam)

Como o instinto masculino mais primitivo é o impulso sexual, parece que encontraram a mina de ouro ao se inflamar entre si e a homossexualidade nunca esteve tão "natural". Já o perfil das mulheres lésbicas, tem as masculinizadas e tem as que antes eram héteros e de uma hora para outra, se descobriram atraídas por outra mulher. Pra mim parece óbvio, pois se faltam homens que as supram, ou ficam sozinhas, ou trocando de relacionamentos periodicamente, ou acabam cedendo ao meio em que vivem e consolam-se entre si. Muitas delas tem filhos, o que prova que é fruto de carência e distorção de sua própria sexualidade.

A questão cultural que foi virando uma bola de neve e trouxe a humanidade à situação que está hoje. Todos sem rumo, sem alvo e sem perspectivas. Esperando alguém apertar um botão e explodir tudo. Não há mais temor, nem moral, nem princípios, verdadeiramente o amor se esfriou da maioria. 

O discurso é de evolução, para mim é o tempo se esgotando e cumprindo a consumação de todas as coisas, para uma restauração completa e permanente. O fim para um recomeço. Assisto perplexa o caos passar despercebido pela maioria, mas descanso aliviada por não ser a única a suspirar: "Maranata!"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Que venham outras décadas para falar de fé!






Simples e despretensioso, este blogue está completando 10 anos. Entre assuntos pessoais e impressões sobre a fé cristã, ele vem sendo usado como um colaborador pra alcançar pessoas em todo o mundo, de diversos lugares e línguas. Minha gratidão à Deus, minha maior razão de existir e minha inspiração para escrever!



A Respeito da fé 



A fé é dom de Deus e Ele mesmo a aperfeiçoa enquanto caminhamos. Pois à medida que mais o conhecemos e somos revelados à respeito das coisas futuras, mais firmamos Nele a nossa confiança.

É por meio dela que transcendemos para a eternidade. Porque ela faz este elo entre tudo o que foi prometido e a certeza de que tudo será cumprido.

A fé que se anuncia no mundo, como se a iniciativa fosse humana, esta que o fixa nas coisas circunstanciais e o incentiva à correr atrás do vento, dos tesouros corruptíveis, das vitórias, das bênçãos que nunca o satisfazem, isto nada tem de fé. Apenas chamam de fé, o impulso carnal e egoísta, puramente humano.

A fé não é este instrumento disponível ao crente para conseguir coisas e benefícios. Isto o que chamam de fé, só serve para alimentar mais ainda a alienação quanto as coisas espirituais. O iludido pensa que é um cidadão do céu, mas está entranhado nas coisas terrenas e longe de Deus.

A fé é o dom de Deus que sustenta nossa  convicção no que esperamos. Ela está firmada em Cristo e é a certeza do que há de vir Nele.

Por mais lutas e por maiores que sejam as aflições, perseguições, tribulações, é a fé que não nos deixa sentir desamparados. Podemos todas estas coisas, pois Ele tem nos fortalecido.

É esta fé, esta certeza, esta convicção que nos liga à Cristo, para que o reconheçamos como Senhor. É ela que nos enche de ânimo, não só para suportar, mas para ir e fazer discípulos.

Nada do que se baseie no desejo egoísta é fé. Todo dom é  dado por um fim proveitoso, em favor dos que vão herdar a salvação. A fé não apenas nos firma, mas nos ajuda a pregar o Evangelho com convicção.

Deveria ser óbvio, que permanecerá apenas o que é incorruptível para a eternidade. Logo, buscar o que é fútil e temporal só alimenta a carne e nada tem a ver com a fé.

É por meio da fé que assimilamos as coisas espirituais. Se refere ao que não se vê, mas se sabe por meio do espírito.

1 Pedro 1:21 Por meio dele vocês creem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ser mãe e ser avó





Quando um filho chega, estamos jovens demais pra assimilar que tudo passará tão rápido, que talvez não dê tempo de curtir cada momento, cada mudança, cada expressão, entre tanta correria, sonhos, planos, necessidade de se estabelecer, crescer, aprender, construir, viver...

Quando um neto chega, geralmente já estamos prontos, firmes, estabilizados, maduros e às vezes até cansados, sem muitos sonhos, planos e projetos. Daí ele vem anunciando que ainda não devemos desacelerar, que ainda há muita vida pela frente, que o futuro aguarda ainda muitos sonhos e sorrisos, que cada instante é imperdível, que cada novidade é única e que enfim, ele é o fruto mais saboroso que se pode colher na vida...

É uma delícia ser avó! Agora entendo porque ouvi tanto que ter netos é ainda mais gostoso que ter filhos. Com o tempo, a gente percebe que a vida pode ser mais bonita e mais leve, que permitir algumas coisas faz bem, que brincar de novo é prazeroso, enfim... Maurício encheu meu coração de futuro e hoje sou muito mais feliz que antes 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Amor da vovó

Deus me encheu de futuro
e razão para continuar lutando
Maurício chegou finalmente
e a vovó apaixonada vive babando

Nasceu meu guerreirinho,
saudável, lindo e feliz
renovando nossas vidas
e do jeitinho que eu tanto quis

Prometo estar sempre ao seu lado,
seja em que circunstância for...
Pra você o melhor de mim,
Cuidado, carinho, apoio, amor.

domingo, 16 de outubro de 2016

Aos pais

Quando Jesus disse que quem amar o filho ou a filha mais do que à Ele, não era digno Dele, estava falando de princípios e valores cristãos. Não é possível servir à Deus e ser conivente com os erros dos filhos. Assim, cada vez que encobrimos, apoiamos, passamos a mão na cabeça do filho que erra, estamos negando a Cristo. Nada disso é amor, cuidado ou proteção. Antes, é empurrar nossos filhos abismo abaixo com nossas próprias mãos, porque tudo que um filho precisa para continuar negando a Deus, é do aval dos pais.

Uma das atitudes que nos torna bem aventurados, é a fome e sede de justiça. Ninguém que faça acepção numa situação para favorecer um filho, pode ser justo. Julgamos situações, causas e não pessoas. Porque o próprio Deus julga as causas e jamais faz acepções entre os filhos dos homens. Sua Justiça é Cristo e quem está em Cristo, é justificado. Ao passo que quem rejeita a Cristo, já condenou a si mesmo.

A carnalidade nos empurra a favorecer quem pensamos amar, mesmo que estes estejam errados. Porém o espírito compreende este equívoco e sabe que só corrigindo e reconduzindo um filho no Caminho, se mostra verdadeiro amor. Amor que vem de Deus, que corrige a todo filho que ama.

domingo, 9 de outubro de 2016

Quando é necessário partir

Ouvi a oração sincera de uma irmã, pedindo a Deus que eu voltasse para a casa Dele. E apesar de compreender a simplicidade dela e saber da verdade de seu amor com relação à mim, não pude evitar a tristeza e a sensação de continuar sendo um E.T. no meio de tantos iguais. De fato eu não quero tomar a forma de nada. Fui criada para ser quem sou e viver como vivo.

Apesar do meu amor e da certeza de que seja necessário me relacionar com irmãos na fé, todas as minhas escolhas são convictas. À mim, Deus não tem ocultado o propósito dos fatos que ocorreram em minha vida. Sei exatamente porque cheguei, o quanto fui aperfeiçoada nas situações (e ainda estou sendo) e também sei quando o tempo se cumpriu e eu escolhi partir.

Não tenho intenção de voltar e me fixar em lugar nenhum. Não quero meu nome no rol de membros desta ou daquela denominação e entendo que cada um deva viver segundo o dom que recebeu. Assim, quero o abraço dos amigos que sempre serão amigos, mas dispenso o tapinha nas costas e o sorriso de plástico de quem não me ama sinceramente.

Se não puder me achegar na denominação X e assentar-me junto para cear ou edificar e ser edificada, irei à outro endereço, onde os irmãos estejam tão ocupados servindo, que nem tenham tempo e disposição de me apontar o dedo em riste. Aliás, nunca deixei de participar da Ceia do Senhor e assim sempre será. Não deixarei de congregar com os da fé, nem de contribuir com o que tenho e com o que sou, como nunca deixei de fazer.

Sei bem o quanto um alimento supérfluo pode prejudicar a saúde. Assim é com a alma de quem escolhe para si a pior comida. Não cresce, não se desenvolve, não amadurece.

Convicta de minhas escolhas, é assim que quero viver. Dos filhos do inferno que planejaram e praticaram o mal, só guardo a certeza de que Deus é Justo e cuida de cada um. No mais, são como carrancas horríveis, mas que não podem me tocar. É o joio que potencializa o trigo e vice versa.

Um servo verdadeiramente livre, entra e sai e encontra da melhor pastagem, porque é ovelha do aprisco de Deus e vive segura, conduzida pela voz do Bom Pastor. Assim sou eu, o mesmo que me levou com um propósito, mandou sair quando o propósito se cumpriu. Não tenho o direito de recriminar a escolha de ninguém, principalmente de quem ainda é infantilizado demais para discernir. Mas quanto à mim, não decidi nada sem oração e estou certa de que nada perdi, nem mesmo as décadas desse processo todo. Tudo foi proveitoso e tudo contribuiu para o que sou.

Não decido sobre meu futuro, embora ele seja em Cristo, desde antes da fundação do mundo. Ele mesmo me conduzirá no devido tempo, ao propósito que designou para minha existência. Assim creio, assim descanso.

Centenas de amigos passaram por mim e já não temos contato assíduo. Mas o amor é laço que não entende o tempo e as distâncias. É ele o elo que determina quem pertence à família de Deus. Quisera que meus irmãos amados descansassem nessa verdade: Igreja é gente amando gente, portanto, continuo sendo Igreja, independente do endereço que eu escolha estar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Maurício




Já contei que o Maurício vem aí?
Sim, meu neto é um garotão que se prepara para começar sua trajetória neste mundão.
Que Deus o conduza em sua Graça, concedendo a ele saúde, sabedoria e fé. E querendo Ele, que eu possa segurar a mão do meu neto e ir com ele pelo caminho, amando e sendo amada por ele.
Três meses e mais alguns dias e eu o terei em meus braços, meu mais precioso presente, bem na época do Natal. To muito feliz por isto :)

Menina Janete
















♫ "Menina Janete,
você só repete
tudo o que sonhei,
Menina bonita,
encanto e vida, 
é a flor que plantei...

Menina Janete,
você é minha alegria,
meu orgulho e meu bem.
Menina Janete,
igual à você,
neste mundo não tem!"
Do meu pai, quando eu estava com 10 anos.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Presente de Deus




Ontem soube que alguém muito especial está à caminho e desconfio que será o amor da minha vida.
Ultimamente tenho perdido muito tempo chorando o leite derramado, vivendo de passado, imersa nas decepções e frustrações relacionais, sem muito prazer na vida ordinária.

Mas esta notícia me encheu de sonhos e esperança de futuro, mudou meu olhar e meu foco pro que ainda pode vir. Enfim, soube ontem da chegada do meu primeiro neto. E estou muitíssimo feliz!

Deus tem restaurado minha alegria e posso vislumbrar minha descendência... eu que imaginava que ainda demoraria muito pra ser avó. Sem dúvida este bebê é a realização de um sonho. Vejo minha família frutificar e isto é bênção de Deus pra minha vida e de toda a parentela que festeja comigo.

Venha com saúde, meu amado. Venha que meus braços te esperam. Venha que junto aos seus pais, quero te amar muito! Venha!

domingo, 10 de abril de 2016

Entenda o que é avivamento

Para começar, antes de dizer o que é um avivamento, vamos primeiro entender o que não é. 

O avivamento não tem nada a ver com o ambiente do culto, nem com estímulos externos, cenários, músicas e afins. Isto tudo é apenas experiência emocional. Também não é simulação de transes espirituais, visões, frases de efeito ou misticismos em geral. Uma experiência de entorpecimento com estímulos externos, é tão falsa quanto a euforia provocada por drogas.

Também não é formalismo nominal, confiança na performance pessoal, fé de palavras que não atingem as instâncias mais profundas de nossas vidas.

Avivamento não tem a ver conosco, mas com Cristo. Um sermão pode oferecer terapia, auto-ajuda, promessas de milagres, mas nada disso é avivamento, porque parte de um esforço humano para atrair multidões. Métodos de crescimento podem encher o espaço, mas ainda não haverá avivamento.

Voltamos para Cristo e Ele aviva a Igreja. O avivamento real produz efeito na Igreja: mais orações, mais fervor, mais disposição para o evangelismo, alegria em servir uns aos outros, prática do amor fraternal... tudo o mais é uma produção artificial, elaborada pelo homem e portanto falha.

Evangelho e efeito do Evangelho são coisas distintas. O Evangelho é Cristo ressuscitado, reconciliando pessoas à Deus. E os efeitos do Evangelho, tem a ver com o que acontece nas reuniões dos santos: missões, aconselhamento pastoral, o culto em si, socorro aos necessitados e doentes, etc. Estes são efeitos, Cristo é a causa.

Quanto mais de Cristo temos em nós, mais efeitos do Evangelho teremos nas nossas obras. Não podemos nos gloriar nos efeitos, porque a Glória é da causa que é Cristo.

Só há avivamento por causa da frieza da fé. De tempos em tempos, o secularismo mina a fé e a Igreja esfria. O avivamento é um resgate necessário porque os efeitos do Evangelho é confundido com o Evangelho e a Glória de Deus é usurpada pelos homens. Os interesses ordinários podem sufocar a semente do Evangelho em nós.

É necessário experimentar de Glória em Glória os méritos de Cristo, para que Ele comunique à nós as benesses da Cruz. Quanto mais você se fascina com a Cruz, mais avivado você se torna. Nos apropriar daquele evento que está feito. Se a obra de Jesus não for suficiente e definitiva nada mais será. Abrace a Obra de Cristo porque você não pode fazer mais nada para completá-la.

Avivamento é uma renovação pelo Evangelho e não pelos efeitos do Evangelho que são práticas humanas. É impossível que toda a nossa existência não fique afetada pela Obra de Jesus, quando Ele se torna o Centro. O núcleo do avivamento é conhecer e ser aperfeiçoados pelo Evangelho de Cristo, embora os efeitos do Evangelho sejam praticados por consequência.

O avivamento é um efeito na comunidade e não algo individual. Não pode ser confundido com crenças sobrenaturais e práticas místicas que insistimos em manter no meio cristão. Não há avivamento sem o conhecimento da sã Doutrina, que por sua vez gera arrependimento, comunhão, gratidão e alegria. Saber que Deus amou gente como a gente, fortalece.

Conhecer, arrepender e praticar. Este é o processo que leva ao avivamento. A verdade é aceita, assim recebendo-a, a Doutrina transforma e gera frutos, porque as boas ações são o resultado de uma Igreja avivada.

Um coração secularizado se torna árido. E um coração de pedra só pode ser transformado pelo Evangelho. O avivamento muda as intenções intelectuais, as disposições afetivas e as ações. Nossa identidade cristã não está baseada no que fazemos, mas no que foi feito em nosso favor.

A Igreja são pessoas reunidas ao redor de Cristo e isto é Obra do Espírito e não dos homens.

Que Deus nos proteja do enfraquecimento, do esfriamento na fé naquilo em que a Cruz significa. Porque quanto ao avivamento da Igreja, nós só podemos desejá-lo e orar por ele.

terça-feira, 15 de março de 2016

Você é servo de quem obedece

Independentemente das obras da Lei, fomos aceitos pela Graça de Deus. Os filhos não se relacionam com Deus para serem aceitos, antes foram aceitos para se relacionar, através da Justiça em Cristo Jesus, imputada a nós gratuitamente. Justiça perfeita, que não pode em nada ser acrescentada por nós.

A liberdade que a Graça de Deus nos concede, não é uma libertação para o pecado. Não é uma validação, mas ela suplanta a Lei e o pecado. A Graça triunfa e nos faz vencer a nós mesmos.

A Lei foi dada para ressaltar nossa insuficiência, culpa e vulnerabilidade, para que a Graça fosse ainda maior. A lei abundou o pecado, mas a Graça superabundou em nossas vidas. Não estamos sob a Lei e por isso o pecado já não nos domina.

A Graça de Deus tem propósito. A liberdade significa ser posto na direção certa, para que a Justiça prevaleça e a Vida eterna se realize. A Graça não nos tira de um destino ruim para nos deixar sem destino nenhum, antes restaura nossos pés para trilhar o caminho preparado de antemão para os filhos.

Libertos do pecado e da Lei, estamos livres da condenação e da culpa, de uma vez por todas, mesmo daqueles pecados que ainda não cometemos. Já sabemos o veredito final, porque Jesus levou a nossa culpa.

A Lei não habilita o homem, não nos arranca do círculo vicioso. Nela, não há justos, apenas culpados, medo, escravidão. O que nos tira dessa sequência de erros, culpa e condenação, é o movimento de Deus na nossa direção. Não temos um desempenho para merecer ser livres. Isto é Graça.

O pecado não tem mais o domínio, se você descobre que a Graça de Deus te livrou dele. Assim, nos tornamos livres do pecado e escravos da Justiça de Deus. Você está debaixo de um senhorio. Não existe autonomia absoluta para o homem.

O pecador está livre da Justiça, mas o fruto deste caminho é a morte. Nele não há valores, princípios, nada. Mas quem está na Justiça é livre do pecado. Está no Caminho e Verdade que levará à Vida.

Não está apenas livre de algo, mas para algo. É ser habilitado para funcionar de acordo com quem você realmente é, ter a natureza restaurada. É como o pássaro fora da gaiola. Ainda que esteja limitado de várias formas, não está encerrado numa gaiola e pode voar.

De qualquer forma, há um senhorio e uma escravidão. Há a "escravidão" da Justiça e a escravidão do pecado. Ou você obedece à um ou ao outro. No pecado, há a ilusão de liberdade, que na verdade é escravidão e leva à morte. Na Justiça, fomos justificados em Cristo, para cumprir um propósito. Não fazemos para merecer, mas já que somos livres, devemos fazer.

O escravo do pecado é como um peixe no aquário. Qual a liberdade se não há mar? Qual o fruto disto? É uma falsa liberdade. Ser escravo da Justiça é a verdadeira liberdade, porque o destino na Graça é a imortalidade, a Vida eterna. O livre, é um homem capaz de transcender ao que é temporal e enxerga a eternidade como seu destino.

O homem que entende a liberdade como uma liberalidade para pecar, é como um pássaro que tem a gaiola aberta e não sai. Não há sentido em ser comprado por Cristo e questionar se pode desobedecê-lo. Só é de fato livre, quem compreendeu o propósito da Graça.

Assim, a Graça de Deus livra o homem do inferno, mas também dá à ele um novo destino. Até chegar onde chegará, vai caminhando, amando e servindo conforme aprendeu de seu Senhor.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Segurança cristã

O amor de Deus foi provado quando por nós ofereceu seu filho como oferta pelo pecado. Deus não apenas nos purificou do pecado, como justificou em Cristo a todos os que Nele crêem.

O primeiro fruto que a Graça produz em nós, é a paz em Deus. Os que deixaram a situação de devedores por causa do pecado e foram justificados em Cristo. Para estes, não há mais demanda de Deus contra nós. A Boa vontade foi manifesta em Cristo. Sabemos que temos uma nova relação com Deus, porque a relação de Deus em Cristo nos alcança.

A reconciliação partiu de Deus na atemporalidade e agora, dentro da história, descobrimos em determinado estágio de nossas vidas, no momento em que ouvimos o Evangelho e cremos, que estamos reconciliados de uma vez por todas em Cristo.

O homem não pode fazer nada para se achegar a Deus. Foi Ele mesmo quem criou a ponte, a mediação para nos atrair para si. A reconciliação é um lugar, um continente onde habitaremos. Alí, por onde formos, a realidade será sempre a mesma: Deus reina em nós, por causa da justificação em Cristo.

A tribulação neste universo, é o momento onde Deus trabalha nosso caráter. Por isso até nelas gloriaremos, pois perseverando, alcançaremos um estado melhor.

Jesus é a Verdade, quem não tem Jesus, não conhece a verdade. Nele e somente Nele nos gloriaremos, porque não fomos capazes de nos aperfeiçoar a nós mesmos, mas por causa da perfeição de Cristo, podemos agora ser aperfeiçoados no amor.

O Evangelho humilha o homem, no sentido de não podermos nos gloriar em nós mesmos, mas apenas os que estão em Cristo, se gloriam Nele, porque o tem. O que celebramos sobre nós, não é a capacidade de agradar a Deus, mas a suficiência do que recebemos.

O que crê tem tanta convicção, que nem as tribulações o lançam no chão. A confiança vem da certeza de que o Espírito Santo nos foi outorgado.

Um dia, Jesus confessará nosso nome diante dos anjos, como cooperadores desta obra. Este será o maior prazer que teremos no porvir. Saber disso hoje, é nossa maior motivação, a maior razão do nosso prazer em servir. Somos aperfeiçoados no amor para amar e por isso não tememos as circunstâncias. O amor próprio tem raiz na certeza de termos sido amados por Deus e assim, amamos ao próximo como amamos a nós mesmos.

Uma pessoa com baixa autoestima e pouco senso de valor, não pode ser útil e nem servir. Uma pessoa que não assimila o amor de Deus, é incapaz de amar.

Assim, só é possível conhecer a Deus e seu amor, se Ele mesmo se revelar a nós. Nisto consiste a diferença entre os que crêem e os que não crêem. Por meio do Espírito de Deus, aprendemos a amar.

Nós sabemos o que o homem comum não sabe, por causa do Espírito de Deus que veio habitar em nós. Só assim é possível compreender o que recebemos gratuitamente. A experiência da Graça é dada pelo Espírito Santo que nos dá testemunho da natureza da nossa relação com Deus. Ele dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus e saber disto faz toda a diferença. A consciência da filiação, produz o desejo de lutar contra o pecado da nossa antiga natureza.

Deus já está na Nova Jerusalém e nós já estamos lá com Ele. Nosso espírito já sabe disto por meio do Espírito Santo. Nossos olhos ainda não viram, mas estas coisas foram reveladas a nós por meio do Espírito. Esta certeza produz paz.

O Espírito Santo é o sinal, o penhor do que receberemos na atemporalidade. É por meio Dele, que Deus nos mantém firmes e constantes e nos dá a segurança. Vivemos pela fé, por esperança no que havemos de receber. O presente não é nosso principal foco, por isso não nos abalamos com as circunstâncias. O presente é apenas a preparação. Mas o que nos firma é ter um alvo, um norte, uma esperança maior. Convicção nos fatos que ainda não vemos, mas sabemos porque o Espírito nos revela.

A fé vem pelo ouvir o Evangelho e dar ouvidos ao que se ouve. Crendo, o Espírito Santo nos conduzirá à Verdade, nos fazendo guardar as palavras de Cristo, que são espírito e vida.

Assim, não sucumbiremos diante de problema nenhum, pois maior é o que está em nós. Fixaremos o olhar nas promessas do Senhor, que nos garante nos méritos de Cristo, nosso Salvador.